Candidatos e recrutadores: cumprimentar, ou não, em situações sociais?

O recrutador é um bicho que sofre as vicissitudes do seu trabalho em silêncio. Num mercado pequeno como o português é muito fácil recrutadores e candidatos (de projetos atuais ou passados) cruzarem-se em inúmeros contextos sociais: na rua, em restaurantes, em eventos, no cinema, em estações de serviço… acho que já vi de tudo. Sem falar nos candidatos que são amigos de amigos.

A questão que se coloca em micro-segundos na cabeça destes satélites dos RH e, muito possivelmente também, nas cabeças dos candidatos é: devo ou não devo cumprimentar!? E agora?!

Tranquilizai-vos, a resposta chegou!

Do lado dos RH a diretriz é: não cumprimentar. Nunca sabemos com quem é que a pessoa está. Serão colegas de trabalho que podem questionar? Serão familiares a quem o candidato optou por não contar que tinha ido a entrevistas?

Na dúvida, o recrutador não deve tomar a iniciativa de cumprimentar candidatos, pelo menos não de forma muito expressiva. O ligeiro acenar de cabeça à distância é suficiente. Depois esperar para ver se o candidato demonstra interesse de aproximação.

Por isso se algum vez foram ignorados por recrutadores na rua já sabem, eles – esses super-heróis – estavam apenas a proteger-vos!

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No fundo, a regra é bastante simples: O recrutador é como o psicólogo, não deve cumprimentar porque a iniciativa deve ser do doente!